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Mercado

Especial: Lucro dos quatro maiores bancos listados sobe 12,4% em um ano e vai a r$ 26,303 bi no 1tri/24

Publicado por: Broadcast Notícias

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

13/05/2024 às 10:22

Por Matheus Piovesana

Os quatro maiores bancos brasileiros listados tiveram lucro líquido de R$ 26,303 bilhões no primeiro trimestre deste ano, de acordo com dados reunidos pelo Broadcast . O número representa um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período do ano passado, em uma temporada que mostrou melhores tendências para a inadimplência, mas um crescimento de carteira ainda divergente entre as instituições.

No comparativo anual, Itaú e Bradesco apresentaram queda nos índices de inadimplência, com o Itaú mostrando os atrasos relativamente mais baixos, de 2,7%. No Santander Brasil, o índice ficou estável em 3,2%, enquanto no Banco do Brasil subiu 0,2 ponto porcentual, para 2,9%, com a deterioração nas carteiras de crédito rural e de empresas. No comparativo trimestral, o índice do banco público ficou estável.

"Nós esperamos uma certa estabilidade na inadimplência", afirmou o presidente do Itaú, Milton Maluhy, em coletiva de imprensa para comentar o balanço. O banco fez uma redução de riscos ao longo dos últimos 15 meses que evitou uma deterioração da qualidade da carteira, e calcula ter "poupado" R$ 3,1 bilhões em provisões graças ao movimento.

No Bradesco, que freou as concessões após uma forte deterioração na inadimplência em 2022, a expectativa é de queda nos atrasos. O banco também reduziu a exposição a segmentos de maior risco em pessoas físicas, e agora, vê condições melhores junto a esse público. "Eu tenho uma expectativa de queda na inadimplência e controle em pessoas físicas", disse o presidente do banco, Marcelo Noronha, na quinta-feira passada.

As pessoas físicas ajudaram a contrabalançar a alta na inadimplência dos demais negócios do BB, que divulgou o balanço nesta quinta. O banco, que é o único entre os quatro a abrir a inadimplência por produto, mostrou um menor índice de atraso em cartões de crédito e CDC salário, linhas que são mais arriscadas. Em PF, o foco do BB é no crédito consignado, que tem risco mais baixo.

. Leia também: Crédito voltando a acelerar mesmo? Confira a análise dos dados mensais do Bacen pelo BB-BI

Diferentes fases

Os resultados mostraram um setor dividido quanto ao crescimento da carteira de crédito. O BB voltou a apresentar a expansão mais forte entre os quatro, na casa dos 10%, enquanto o Santander mostrou um maior apetite. Já Bradesco e Itaú mantiveram crescimentos mais baixos, de 1,2% e de 2,8%, respectivamente, justamente por manterem cautela nas concessões.

O presidente do Santander, Mario Leão, disse que o banco começou a acelerar em produtos de maior risco, como o cartão de crédito, mas que o foco continua sendo em diversificar a carteira com redução de riscos. "Nós estamos produzindo como nunca no consignado, ganhando cota de mercado. Temos 11% de cota no consignado, há pouco tempo esse número era de 9%", afirmou, na semana passada.

No BB, a carteira para o agronegócio continuou sendo a alavanca de crescimento, com alta de 15,5% em um ano. A despeito dos temores do mercado de uma desaceleração, o banco afirmou que a demanda seguiu alta nas linhas de custeio, que cresceram 19,7% em um ano, e de investimento, em que alta foi de 19,2%.

Confira: Banco do Brasil tem lucro líquido ajustado de R$ 9,300 bi no 1º trimestre, alta anual de 8,8%

Itaú e Bradesco esperam acelerar ao longo do ano, e mantiveram as projeções para o crescimento das carteiras mesmo que o desempenho no primeiro trimestre tenha ficado abaixo do que indicaram. Noronha, do Bradesco, disse que o crescimento, mesmo baixo, marcou uma inflexão. "Não foi simplesmente um crescimento de 1,2%. Nós estávamos com um crescimento negativo nos dois últimos trimestres", disse ele.

Maluhy, do Itaú, afirmou que um dos principais detratores do portfólio tem sido o movimento de redução de riscos iniciado em 2022. Este efeito deve deixar de pesar no começo do segundo semestre. "A inércia negativa deixa de pesar já no terceiro trimestre, é quando vemos a inflexão", afirmou.

Contato: matheus.piovesana@estadao.com

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