Pular para o conteúdo principal da pagina
lâmpada desligada em fundo preto

Mercado

Alupar 1T24 e revisão de preço: IGP-M e preço de energia pesam mas novos projetos adicionam valor

BB analisa resultados do 1o TRI 24 e revisa preço alvo de Alupar para R$ 37,85 por unit.

Publicado por: Análise BB

conteúdo de tipo Leitura3 minutos

Atualizado em

15/05/2024 às 15:58


A Alupar divulgou no dia 9/5, após o fechamento do mercado, seu resultado referente ao 1T24, levemente negativo, ainda em função do impacto da deflação do IGP-M sobre a Transmissão, parcialmente compensada por melhor resultado de equivalência patrimonial, e por menores preços de venda de energia, inibindo o resultado de Geração.

Aproveitamos para atualizar nossa avaliação incorporando os últimos ativos conquistados em leilões de transmissão e os últimos avanços no segmento de geração, bem como premissas macroeconômicas atualizadas e a dinâmica de custos recente. Nosso novo preço alvo para o fim de 2024 é de R$ 37,85 (R$ 36,35 antes) por unit ALUP11 e mantemos nossa recomendação de compra.

A receita regulatória da transmissão do 1T24 veio em linha com o reportado um ano antes, com o reajuste negativo pelo IGP-M acumulado em 12 meses (-4,4%) sobre ~40% de sua receita de transmissão a partir de julho de 2023 e a redução de 50% das RAPs de 3 concessões que atingiram a meia vida entre o 4T22 e o 4T23, anulando o reajuste positivo pelo IPCA sobre os demais 60% de RAP. A receita regulatória consolidada de Transmissão veio em R$ 606 milhões no 1T24 (+0,3% a/a). Na Geração, a receita líquida consolidada apresentou queda de 2,9% a/a no 1T24, somando R$ 186 milhões no trimestre, com menores preços médios de venda de energia anulando efeitos do crescimento no volume comercializado. A receita líquida consolidada na contabilidade regulatória foi de R$ 791 milhões no 1T24 (-0,5% a/a).

Os custos e despesas operacionais apresentaram trajetória semelhante à receita, em ligeira queda de 0,8% a/a, fazendo com que o EBITDA apresentasse a mesma variação da receita (-0,5% a/a) no 1T24. A margem EBITDA se manteve estável na comparação anual, permanecendo em 84,6%. O total de custos e despesas operacionais e administrativas ex-depreciação consolidado somou R$ 122 milhões no 1T24 (-0,5% a/a). O segmento de Transmissão foi beneficiado pelo resultado de equivalência patrimonial que contou com o reequilíbrio da RAP da subestação Boa Vista - parte operacional da TNE -, mais que compensando o aumento de despesas com pessoal, enquanto demais linhas de custos apresentaram estabilidade na comparação anual.

No segmento de Geração houve queda de 4,9% no EBITDA na comparação anual, totalizando R$ 122,9 milhões no 1T24, que além da queda de receita sofreu impactado do aumento de despesas com pessoal em função (i) das entradas operacionais dos parques eólicos São João e Santa Régia, (ii) do parque solar Pitombeira e (iii) de contratações para a comercializadora varejista, sobrepondo a queda de 1,4% dos custos ex-D&A, beneficiados por menor compra de energia. O EBITDA da Transmissão veio em R$ 556 milhões (+0,4% a/a) no 1T24, representando 91,8% de margem EBITDA.

Dividendo

Ainda no dia 9/5, o conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 66,5 milhões como dividendos intercalares, equivalentes a R$ 0,21 por unit e ao retorno de 0,7% sobre a última cotação de fechamento. A distribuição será com base na posição acionária de 16/5 e o pagamento será executado em até 60 dias da data de aprovação do conselho.

Valuation

Atualizamos o modelo de avaliação da Alupar, incorporando os valores do atual ciclo de RAP iniciado em julho de 2023, que contou com reajuste de 3,9% sobre a receita das concessões de Transmissão indexadas ao IPCA e com o reajuste negativo de -4,4% sobre a receita das concessões indexadas ao IGP-M, o que, juntamente a projeções mais conservadoras para este índice de inflação no curto e médio prazo, trouxe impacto negativo sobre nossas estimativas, reduzindo um pouco o crescimento de receita e a margem EBITDA uma vez que os custos mantiveram o nível de reajuste anterior. A atualização de premissas macroeconômicas e de mercado aumentaram nossa taxa de desconto (WACC) de 8,8% na avaliação anterior para 9,4% agora, também pressionando a avaliação.

Por outro lado, o crescimento trazido com os novos projetos de Transmissão conquistados no Brasil e em outros países da América Latina, bem como a confirmação de benefícios tributários para algumas das novas concessões localizadas nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, adicionaram valor a ponto de compensar os efeitos negativos citados anteriormente.

Ajustamos também a quantidade de ações e units após a bonificação de 4% ocorrida no último dia 19 de abril, que aumentou o capital social em R$ 362,7 milhões com a capitalização de parte do saldo da reserva de investimentos.

Disclaimer

Este é um relatório público e foi produzido pelo BB-Banco de Investimento S.A. (“BB-BI”). As informações e opiniões aqui contidas foram consolidadas ou elaboradas com base em informações obtidas de fontes fidedignas e de boa-fé, tendo sido tomadas medidas razoáveis para assegurar sua exatidão no momento de publicação. Contudo, o BB-BI não garante que tais dados sejam totalmente isentos de distorções e não se compromete com a veracidade dessas informações. Todas as opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e derivam do julgamento de nossos analistas de valores mobiliários (“analistas’), podendo ser alteradas a qualquer momento sem aviso prévio. O BB-BI não garante o lucro e não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas nesse material, que tem por finalidade apenas informar e servir como instrumento que auxilie a tomada de decisão de investimento, não devendo ser  interpretado como material promocional, recomendação, oferta ou solicitação de oferta para comprar ou vender quaisquer títulos e valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Investimentos nos mercados financeiros e de capitais estão sujeitos a riscos de perda superior ao capital investido. A rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Nos termos do art. 22 da Resolução CVM 20/2021, o BB-BI, em conjunto com o Conglomerado Banco do Brasil S.A. (“Grupo”), declaram que (i) podem ser remunerados por serviços prestados ou possuir relações comerciais com a(s) empresa(s) analisada(s) neste relatório ou com pessoa natural ou jurídica, fundo ou universalidade de direitos, que atue representando o mesmo interesse dessa(s) empresa(s); (ii) podem possuir participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% do capital social da(s) empresa(s) analisada(s), e poderão adquirir, alienar ou intermediar valores mobiliários da(s) empresa(s) no mercado. 

Quer dar uma nota para este conteúdo?

Utilizamos cookies para oferecer uma melhor experiência e personalizar os conteúdos de acordo com a nossa

Política de Privacidade.