Poupança, CDB ou Tesouro: qual aplicação pode fazer R$ 1 mil render mais em um ano?
Publicado por: Broadcast Exclusivo

Publicado por: Broadcast Exclusivo
Atualizado em
09/06/2026 às 15:59
Por Soraia Budaibes, para Broadcast
São Paulo, 09/06/2026 - Se você conseguir separar R$ 1 mil da sua renda para serem investidos agora e puder esperar um ano até fazer o resgate, terá um rendimento bem diferente a depender da escolha da aplicação.
Entre as opções mais populares, enquanto a poupança, queridinha entre os investidores com perfil mais conservador, pode ser menos atrativa do ponto de vista do retorno, títulos do Tesouro Selic, CDBs e até fundos multimercados podem entregar ganhos maiores e preservar melhor o poder de compra diante da inflação no período.
Veja a seguir as dicas de especialistas sobre quanto cada uma dessas modalidades pode render daqui até junho de 2027. Eles alertam ainda para os riscos das promessas de lucro fácil que circulam entre os menos avisados na internet.
Poder de compra
Para Jeff Patzlaff, planejador financeiro independente, qualquer opção de investimento precisa render acima da inflação em um ano, e, no caso poupança "mal a corrige, o que significa que a pessoa pode perder poder de compra no período".
Descontada a inflação projetada para o período, Marco Saravalle, estrategista-chefe da Krivo Capital, explica que o retorno de R$ 1 mil nesse segmento pode girar em torno dos R$ 1.100 em um ano.
A poupança é uma forma de aplicação sem o desconto do Imposto de Renda, mas, por outro lado, tem rendimento menor que o de um CDB ou Tesouro Direto, por exemplo.
Se a escolha for na alocação do seu recurso no Tesouro Selic, título específico de renda fixa dentro do programa do governo do Tesouro Direto, em um ano, o retorno giraria entre R$ 1.200 e R$ 1.300 em um cenário de manutenção da taxa Selic a 14,50% ao ano.
Já se o interesse foi por um CDB, a valorização ficaria em torno dos R$ 1.300 e R$ 1.320. "Um fundo multimercado, mais flexível, pode valorizar entre 10% a 15% para cima ou para baixo em relação ao CDB", avalia Saravalle, da Krivo Capital.
Para Patzlaff, um ponto importante a ser considerado na hora da escolha da modalidade de investimento diz respeito à liquidez.
"O Tesouro Selic e alguns CDBs possibilitam o resgate do dinheiro no mesmo dia ou no dia seguinte, caso o pneu do carro fure ou a geladeira queime. Na outra ponta, há alocações dessa classe de investimentos que travam o dinheiro até 2027. Por isso, é fundamental sempre conferir o prazo do resgate antes de apertar o botão da aplicação", reforça.
O especialista alerta ainda sobre o cuidado com as promessas de lucro rápido que circulam na internet. "Se alguém te oferecer um rendimento muito exorbitante, desconfie. Com a taxa básica de juros do País pagando perto de 1% ao mês, qualquer coisa acima disso carrega um risco muito grande", lembra, completando que não existe um tipo melhor investimento.
"Existe a melhor opção para o seu momento atual, alinhada com o seu perfil. No cenário desafiador em que vivemos, melhor que ganhar muito é não perder", enfatiza.
Quer dar uma nota para este conteúdo?